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Dia das mães esquenta comércio eletrônico e Correios cobra taxa de violência no Rio

By ReiNasc

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E-commerce deve crescer 15% em 2018

O comércio on-line de produtos e serviços só tem crescido nos últimos anos

O varejo eletrônico tem quebrado recordes de vendas tanto pela facilidade, colocando todas as possiblidades na palma da mão dos consumidores que podem estar em qualquer lugar do mundo; como preços muitas vezes mais atrativos que os encontrados em lojas físicas.

Pesquisas apontam que este cenário está evoluindo e que o público já sente mais confiança em comprar pela Internet, o que há anos era impossível para determinados segmentos.

Por vezes, até considerado um meio de compra inseguro por uma possível exposição de dados pessoais e bancários.

Essa desconfiança parece ter caído por terra, de acordo com as pesquisas realizadas na área. Nessa grande vitrine que se formou, o varejo on-line tem projeção de crescer 15% em 2018 em relação ao ano anterior. Em 2017, o faturamento quebrou recordes, chegando a R$ 59,9 bilhões, 12% a mais que em 2016, segundo dados da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm). Foram mais de 200 milhões de pedidos realizados
por meio de lojas on-line somente em 2017.

A empresa Criteo divulgou o estudo Análise do E-commerce no Mundo, relativo ao último trimestre de 2017. A pesquisa indicou que no Brasil, varejistas que investem em vendas via aplicativos e web mobile já têm 48% das transações on-line feitas em dispositivos móveis.

As categorias mais vendidas no ambiente móvel, sem considerar transações feitas por aplicativos, foram:

  • Cultura/Mídia (38%),
  • Saúde/Beleza (37%),
  • Grandes Redes Varejistas (36%),
  • Fashion/Luxo (34%),
  • Produtos para o lar (34%) e
  • Computação/Tecnologia (25%).

 

CORREIOS

Os pedidos realizados pela Internet são entregues nas residências do cliente em regiões onde os carteiros operam, ou seja, no caso de locais com caixa postal ou endereço onde não seja área de risco, o usuário não receberá em casa.

Além disso, muitos moradores ainda não fizeram a atualização da numeração predial e, com isso, o carteiro não encontra o endereço e não realiza a entrega.

Esses são alguns dos motivos que fazem com que aqueles que comprem pela Internet precisem se dirigir ao Centro de Distribuição Domiciliária (CDD), localizado no ponto de distribuição mais próximo, para retirada da encomenda.

Quando o cliente faz a compra pela Internet, ele escolhe pela forma de entrega, PAC ou Sedex, sendo a primeira opção com um prazo maior de espera e, portanto, mais barata.

No entanto, a orientação dos Correios é para esperar a encomenda em casa e não tentar buscar a mesma no CDD quando nenhuma tentativa de entrega tenha sido realizada.

NOVAS TAXAS

Em março deste ano, os Correios divulgaram uma nova tabela de serviços, cuja alta das entregas via Sedex e PAC variava em até 51%, notícia que foi recebida com protestos pelo setor de varejo eletrônico. Neste caso, o aumento seria repassado aos clientes. Porém, a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) conseguiu reverter a situação.

“Visualizamos um impacto direto na operação logística de pequenos e médios e-commerces de todo o País, mais de sete mil lojas virtuais parceiras da associação seriam responsáveis por arcar com valores exorbitantes para conseguirem comprar e vender no comércio eletrônico”, informou em nota a Associação.

Vale lembrar que muitas lojas continuam oferecendo frete gratuito em compras acima de um valor pré-determinado, por isso o consumidor deve ficar atento na página de finalização da compra.

A cobrança foi estabelecida devido aos altos índices de roubos de cargas na região metropolitana da capital fluminense (Danilo Verpa/Folhapress)

Justiça liberou Correios a cobrar taxa de violência para entregas no Rio

A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) já voltaram a cobrar a taxa de emergência excepcional sobre encomendas destinadas ao Rio de Janeiro

O presidente do Tribunal Regional da 2ª Região (TRF2), desembargador federal André Fontes, suspendeu a liminar que impedia a cobrança, fixada em 3 reais por encomenda, devido aos altos índices de roubos de cargas, que elevam os custos operacionais das entregas na região metropolitana da capital fluminense.

“Diante dessa decisão, a taxa volta a ser cobrada nesta quarta-feira, 11/04, em todas as agências. A suspensão da liminar comprova que a cobrança da taxa emergencial pela empresa não é ilegal”, disse a empresa por meio de comunicado.

Em ação civil pública ajuizada pelo Procon-RJ, a 5ª Vara Federal do Rio de Janeiro havia suspendido a exigência. Os Correios recorreram ao tribunal pedindo o cancelamento da liminar.

Em sua decisão, o desembargador ponderou que a proibição da cobrança prejudica a atuação da empresa pública, em relação aos concorrentes, aos quais não é vedada a aplicação do adicional por encomenda. E considerou ainda o risco de grave lesão à ordem pública, podendo inviabilizar a prestação do serviço público de entrega de correspondências, que é realizado exclusivamente pelos Correios.

O presidente do tribunal também concluiu que a importância não é abusiva, sendo “compatível com o preço cobrado pelos seus concorrentes para entrega de encomendas na região metropolitana do Rio de Janeiro, que são exigidos em percentuais de 0,15% a 0,50% sobre o valor da encomenda e têm mínimo estipulado entre 3 reais e 10 reais”.

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Fonte: Folha do Litoras e Veja.

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