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Casa Cor 2016 Cria Casa Com Ambientes Integrados

By ReiNasc

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Ambientes da Casa Cor 2016 mostram soluções para criar casas com ambientes totalmente integrado

Uma casa com espaços integrados propõe um novo jeito de morar.

E algumas estratégias simples fazem com que esse estilo de vida funcione na prática. Suítes ganham mais espaço com mínimas divisões entre dormitório e banheiro; em apartamentos pequenos, para que escritório, quarto e cozinha dividam o mesmo espaço, as delimitações podem acontecer por móveis multiuso e até iluminação planejada. “É possível fazer com que as separações funcionem sem que precisem, de fato, existir”, diz o arquiteto Nildo José, que, para Casa Cor projetou o Estúdio Jabuticaba.

Pensada para acolher um morador de espírito jovem, a integração no estúdio funciona a partir de um banco de concreto que percorre todo o espaço, estratégia crucial para o funcionamento da proposta. “Ter algo assim faz com que os ambientes sejam fluidos. Além dessa, outras estratégias foram usadas para que os 44 m² fossem mais bem aproveitados, como a parede de vidro, única fronteira entre o banheiro e o quarto, feita apenas por motivos de higiene. Visualmente, ela praticamente não existe”, explica José.

 

Segundo o arquiteto, para ter na vida real um espaço como esse, é preciso ter peças-chave, ou seja, móveis que funcionem para mais de uma necessidade, como a cama que desenhou especialmente para a mostra, que tem a cabeceira móvel, fazendo dela também uma chaise. “Aproveite ao máximo o espaço vertical. E a iluminação serve para delimitar áreas sem precisar de paredes: na área de descanso deixe mais baixa, em áreas de trabalho, faça algo focado”, aconselha.

Outro projeto que propõe a fluidez dos espaços é assinado pela arquiteta Jóia Bergamo, autora de uma casa de 73 m² onde sala e cozinha, quarto e banheiro, convivem sem barreiras. “Eliminar paredes é aumentar espaços, promover o convívio e a sensação de aconchego. Outra estratégia está no uso do vidro. No meu projeto, a área externa faz parte do interior por ter apenas essa barreira transparente”, pontua Jóia.

No caso do loft com inspiração campestre da arquiteta Paola Ribeiro, a leitura de viver sem barreiras é resumida no ato de proteger a cama da cozinha apenas por uma comprida mesa de madeira. “Na bancada, o que define o espaço é a prateleira. Na área de trabalho, apoia temperos e utensílios. Em seguida, os livros denunciam que o uso dela mudou. São estratégias que dão certo”, aconselha Paola.

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Para Guilherme Torres, sua cozinha apresentada na mostra coloca em foco a “comedoria” como o centro desse estilo de vida sem limitações no ambiente doméstico. “É o cômodo protagonista. Funciona como um ponto de encontro, feito para todos que habitam a casa. É uma celebração desse conceito”, diz Torres. Na prática, a cozinha deve ser desenhada para, além de útil, conversar com a estética geral do projeto, com bons espaços para acomodar os frequentadores e utilitários à mão, como acontece com a grande estante que guarda de livros de receitas a ingredientes frescos.

Em sua missão de transformar um antigo vagão de trem em casa, o arquiteto Leo Shehtman não hesitou em fazer do formato retangular algo único. “Os espaços estão menores, temos de fazer disso algo bom, ampliar a convivência dentro deles é a melhor saída. Em uma casa real, eu incluiria apenas uma divisão, que reservaria o banheiro. O resto ficaria como está, e tenho certeza de que funcionaria perfeitamente.”

Fonte: NATÁLIA MAZZONI – O ESTADO DE S. PAULO

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