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Idosos tomam menos remédios quando são maconheiros

By Raymond

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Pesquisa revela que Idosos que fumam maconha onde é legalizada tomam menos remédios

Nos Estados Unidos, muitos velhinhos já trocaram analgésicos tradicionais por cannabis medicinal – e ajudaram os planos de saúde a economizar uma bolada

A primeira pesquisa realizada a estudar o impacto da legalização da maconha nos estados americanos onde o consumo da erva foi admitido por lei revelou, entre muitas coisas, a diferença de tal legalização na vida da população mais velha. Segundo a pesquisa, os idosos que fumam maconha tomam menos analgésicos, antidepressivos e remédios para dormir.

Os quadros estudados foram aqueles em que justamente a maconha pode ser utilizada como tratamento, como ansiedade, depressão, glaucoma, náuseas, dor, convulsão, problemas de sono e de rigidez muscular. Em todos os estados onde a maconha foi legalizada, o número de receitas e de consumo de tais remédios caiu consideravelmente. As informações foram levantadas pela Superinteressante.

A economia para sistemas de saúde como o Medicare foi de cerca de 165 milhões de dólares em tais estados. A estimativa indica que se o país inteiro legalizasse a erva, a economia para o estado seria de cerca de 500 milhões de dólares no orçamento somente no que se refere a tais tratamentos.

A ideia de um velhinho maconheiro, que no passado poderia ser considerado uma piada ou um clichê, hoje pode ser vista como uma medida importante, tanto para a saúde quanto para a economia.

Como no âmbito federal a maconha ainda é proibida

Assim os médicos só podem recomendá-la, e não fazer uma receita oficial. Por isso, os baseados não são cobertos pelo plano de saúde. Mas, pelos cálculos dos autores, mesmo que o seguro cobrisse as doses de cannabis, ainda estaria economizando: maconha é muito mais barata que opioides como morfina e oxicodona.

Não dá para ter certeza que todos os idosos substituíram os remédios por maconha, mas os pesquisadores acreditam que a cannabis tem relação com a redução da prescrição dos medicamentos. Em 2013, os estados onde a droga era legal receitaram 1.800 doses a menos de analgésicos que os estados onde ela ainda é proibida.

Além disso, para as doenças que não podem ser tratadas com maconha, nada mudou. O número de receitas para anticoagulantes, por exemplo, não foi afetado.

Portanto, se estiver dando uma passada pelas ruas de Washington ou de Denver, não se assuste com os senhorezinhos de olhos vermelhos: o “tapa na pantera” pode ser só um substituto para a caixinha de remédios.

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Fonte: Super Interessante por Ana Carolina Leonardi.

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