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Trump avisou Macron que abandonará acordo com Irã

By Raymond

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De acordo com o ‘New York Times’, ambos os presidentes conversaram na manhã desta terça-feira

WASHINGTON – Donald Trump afirmou na manhã desta terça-feira ao presidente francês, Emmanuel Macron, que vai retirar os Estados Unidos do acordo nuclear com o Irã, de acordo com o “New York Times”. Logo depois, a Presidência da França indicou que não recebeu nenhuma indicação sobre a decisão do republicano. Oficialmente, o presidente americano anunciará a sua decisão no início da tarde. A saída americana aumentará o risco de conflitos no Oriente Médio, desagradará os aliados europeus dos EUA e terá impacto no fornecimento global de petróleo, do qual o Irã é o sexto maior produtor.

O acordo conta com o apoio de França, Alemanha, Reino Unido e Rússia, além dos EUA e do Irã. Firmado em 2015, ele encerra as pretensões do Irã de desenvolver armas nucleares em troca do fim das sanções econômicas que os países ocidentais aplicavam a Teerã. Trump sempre criticou o acordo, firmado por Barack Obama.

De acordo com fontes ouvidas pelo jornal americano, Trump começa hoje a restabelecer as sanções contra o Irã. Na semana passada, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, pediu que o republicano abandonasse o acordo, afirmando ter provas de que Teerã não havia abandonado o programa de bombas nucleares. O entorno de Trump na Casa Branca também é majoritariamente contra o acordo.

Os europeus, contudo, indicam que podem manter o acordo com os iranianos mesmo sem os EUA. O Irã, por sua vez, passou os últimos dias ameaçando os Estados Unidos caso Trump se decida pela saída dos americanos do tratado.

Ainda que a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), ligada à ONU, ateste que o governo iraniano está cumprindo a sua parte no acordo, o republicano critica o fato de o documento estar circunscrito ao programa nuclear do Irã, sem incluir um corte no equipamento bélico convencional, sobretudo mísseis. Além disso, o americano sustenta que, após o prazo que proíbe a construção de instalações nucleares por 15 anos, o Irã retomará tais projetos.

PRESSÃO EUROPEIA

A especulação em torno da decisão do presidente americano, Donald Trump, sobre permanecer ou abandonar o acordo nuclear do Irã gerou uma série de reações na Europa a favor da manutenção do pacto. A União Europeia manifestou seu apoio para que “todas as partes” continuem aplicando o acordo nuclear com o Irã durante uma reunião com o vice-chanceler iraniano.

De acordo com a diplomacia do bloco, a UE aproveita “essa oportunidade para reiterar (a Abas Araghchi) seu apoio à aplicação plena e efetiva do acordo por todas as partes”.

Uma fonte do Ministério das Relações Exteriores da Alemanha disse que era importante manter as conversas nos próximos dias, para evitar uma “escalda descontrolada” depois do anúncio de Trump sobre sua decisão. A reunião de Bruxelas foi parte de um “trabalho intensivo” para tentar manter o acordo nuclear de 2015, que suspendeu as sanções em troca do compromisso do Irã de encerrar seu programa nuclear, inclusive se os Estados Unidos abandonarem o acordo, disse a fonte alemã.

— Durante semanas, estivemos em estreito contato com parceiros dos três países em particular, desde o nível de mesas de trabalho até o dos ministros das Relações Exteriores — disse a fonte alemã.

A Rede de Lideranças Europeias (ELN, na sigla em inglês) emitiu um comunicado no qual pede que Washington se alinhe às potências europeias na manutenção do acordo do Irã, dizendo que a saída do pacto pode dificultar a situação dos Estados Unidos na negociação da Coreia do Norte:

“O fracasso americano em abandonar sanções nuclares contra o Irã colocam os Estados Unidos em violação material do acordo que foi endossado pela comunidade internacional através do Conselho de Segurança da ONU, e que é importante para a segurança da Europa”, diz o comunicado, assinado por mais de 100 lideranças políticas, diplomáticas e militares do bloco europeu. “Acreditamos que Europa, Rússia e China continuariam o acordo com o Irã, deixando os Estados Unidos isolados e enfraquecidos na abordagem de desafios como a Coreia do Norte. Para os Estados Unidos, sair do JCPOA (Plano de Ação Abrangente Conjunta, nome oficial do acordo do Irã) seria dar um tiro no próprio pé”.

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Fonte: POR HENRIQUE GOMES BATISTA, CORRESPONDENTE DO O GLOBO.

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