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Bruna Lombardi e sua majestosa natureza interior

By Raymond

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Bruna Lombardi: “Preciso que a natureza invada minha casa”

Musa da TV e do Facebook, ela está em seu nono livro e estreia mais um filme

Bruna Patrizia Maria Teresa Romilda Lombardi nasceu no Rio de Janeiro, mas mora entre São Paulo e Los Angeles há muitos anos. É atriz, poeta, escritora, apresentadora, roteirista, produtora de cinema e ativista ambiental. Formada em jornalismo e marketing, deixou de lado essas duas formações para se dedicar à carreira artística.

Por conta de sua beleza, desde cedo, foi modelo em inúmeras campanhas publicitárias e capas de revistas. Ainda estudante, em 1976, publicou seu primeiro livro No Ritmo dessa Festa, com prefácio de Chico Buarque de Holanda, que foi um sucesso de público e crítica. Começou na TV em 1977, na novela global Sem Lenço, Sem Documento.

Bruna Lombardi: “Hoje em dia, meus objetos de desejo não são objetos, são causas”

Bruna Lombardi: “Hoje em dia, meus objetos de desejo não são objetos, são causas”

A partir daí, fez várias novelas, minisséries e especiais para a televisão. Entre suas interpretações mais marcantes, está o inesquecível Diadorim, um valente jagunço, da minissérie Grande Sertão: Veredas (1985), baseada na obra de Guimarães Rosa. Essa experiência no sertão de Minas Gerais e da Bahia resultou no livro Diário do Grande Sertão (1986). Ao todo, Bruna já publicou oito livros. Em breve, vai lançar o Jogo da Felicidade, pela editora Sextante, tendo como base as mensagens que posta nas redes sociais.

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Entretanto, sua grande paixão sempre foi o cinema, uma herança familiar. Sua mãe foi atriz e seu pai trabalhou com Fellini, Rossellini e De Sica em Roma. No início dos anos 1990, ela foi convidada pelo diretor americano Hal Hartley para atuar em Los Angeles. Bruna se mudou com o marido, Carlos Alberto Riccelli, e o filho, Kim, para a Califórnia, onde foi estudar roteiro.

Durante esse período, foi apresentadora e produtora do programaGente de Expressão, da Pulsar TV, que, mais tarde, se transformou na sua produtora de cinema Pulsar. Na época, ela entrevistou várias personalidades: José Saramago, Harrison Ford, David Bowie, Francis Ford Coppola, George Clooney, Meryl Streep, entre outras. No cinema, já produziu três filmes: Stress, Orgasm and Salvation (2005), O Signo da Cidade (2007) e Onde Está a Felicidade? (2011).

Em breve, Bruna estreará a comédia musical Amor em Sampa, com o intuito de repensar a cidade de São Paulo positivamente. Além de cinema, literatura e televisão, ela também gosta de se envolver em movimentos políticos e causas sociais. Hoje, participa de campanhas sobre sustentabilidade, qualidade de vida e meio ambiente. Atualmente, vive na ponte aérea São Paulo-Los Angeles e prepara uma nova série para a TV. A seguir, ela revela mais do seu universo de referências e paixões.

Seu primeiro trabalho na TV foi na novela global Sem Lenço, Sem Documento (1977). Na foto, ela contracena com Ney Latorraca, seu par romântico na trama. E seu primeiro livro foi No Ritmo dessa Festa (1976), com prefácio de Chico Buarque de Holanda

Seu primeiro trabalho na TV foi na novela global Sem Lenço, Sem Documento (1977). Na foto, ela contracena com Ney Latorraca, seu par romântico na trama. E seu primeiro livro foi No Ritmo dessa Festa (1976), com prefácio de Chico Buarque de Holanda

Você acredita em casa ideal?

Acho que o ideal é ter uma casa. Sou uma pessoa que tenho a maior necessidade de ter cantos meus, de ter lugares. Acredito que a casa é um porto seguro. É um lugar que traduz muito a gente. Sempre tive casas com muita natureza entrando nelas. Falo minhas porque tenho três: em São Paulo, Los Angeles e Trancoso. Sempre tive casa. Nunca me adaptei a apartamento. Gosto de grandes jardins, pássaro, cachorro, gato… Preciso que a natureza invada minha casa no verão e no inverno. Por isso, todas elas têm muito vidro.

Na televisão, dois de seus personagens encantaram o público e se tornaram icônicos na teledramaturgia brasileira: Diadorim, em Grande Sertão: Veredas (1985), e Guadalupe (Lu), emMemórias de Um Gigolô (1986)

Na televisão, dois de seus personagens encantaram o público e se tornaram icônicos na teledramaturgia brasileira: Diadorim, em Grande Sertão: Veredas (1985), e Guadalupe (Lu), emMemórias de Um Gigolô (1986)

Então, essas três casas são parecidas?

Tudo que tem nelas foi eu e o Ri [Riccelli] que fizemos. Nunca tivemos um decorador, mas sim, ótimos arquitetos que nos ajudaram em nossos projetos. O Ri é um cara com cabeça de arquiteto e tem muito essa coisa de desenhar a planta. Faço uma parceria, mas ele é quem fica desenhando, estudando o layout, tirando medidas.

A gente gosta muito de arquitetura, é uma paixão. Todas as casas foram feitas por nós. Cada uma tem sua personalidade. Só essa coisa dos jardins é que é parecida. Mas os cantos das casas, as decorações, os cliques, os climas, as atmosferas têm estilos próprios, cada uma tem seu jeito de ser.

A de São Paulo é mágica, colorida, multifacetada, quase divertida, mas também séria, profunda. A de Los Angeles é mais mística. Já na de Trancoso, a mata vive de dentro para fora e de fora para dentro, em permanente troca.

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No cinema, até agora, Bruna já produziu e lançou três filmes: Stress, Orgasm and Salvation(2005), O Signo da Cidade (2007) e Onde Está a Felicidade? (2011)

No cinema, até agora, Bruna já produziu e lançou três filmes: Stress, Orgasm and Salvation(2005), O Signo da Cidade (2007) e Onde Está a Felicidade? (2011)

Qual foi seu último achado para casa?

Adoro visitar antiquários, lugares meio secretos. Gosto de objetos que têm cara de ser único. Comprei um negócio em Los Angeles que parece uma lâmpada de Aladin. Ele é tão místico, tão mágico. Você olha para ele e entende que atravessou anos, tem história. Também tenho uma velha caixa oriental cheia de desenhos fantásticos. São objetos com história e aura mítica. Isso é o meu fetiche.

Se você pudesse ser algo da casa, o que seria?

Seria uma coisa fluida, que percorre a casa. Tenho um jardim japonês com riachinho, onde os pássaros vêm tomar banho. Gosto muito dessa coisa contemplativa na casa.

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Segundo a artista, todas as suas casas foram feitas por ela e pelo marido, Riccelli. Cada uma tem sua personalidade: a de São Paulo é mágica, multifacetada e profunda (nas fotos acima, o jardim japonês e detalhe da mesa de trabalho). A de Los Angeles é mais mística (sala de meditação). Já a de Trancoso é naturalmente despojada e integrada ao verde (canto de leitura ao lado do quarto).

Segundo a artista, todas as suas casas foram feitas por ela e pelo marido, Riccelli. Cada uma tem sua personalidade: a de São Paulo é mágica, multifacetada e profunda (nas fotos acima, o jardim japonês e detalhe da mesa de trabalho). A de Los Angeles é mais mística (sala de meditação). Já a de Trancoso é naturalmente despojada e integrada ao verde (canto de leitura ao lado do quarto).

Em que cenário você viveria?

Nos cenários mágicos que construí e adoro. São os cantos das casas e os lugares onde fico. Eles me traduzem e me alimentam com suas belezas.

Ícone da arquitetura.

Tem muita gente que acho incrível. Sou fã de Frank Lloyd Wright. Mas, se tivesse que escolher um arquiteto hoje, contemporâneo, seria Zaha Hadid.

Você gosta de cozinhar?

Gosto, mas não sou muito de elaborar. Faço coisas simples e fáceis. E amo comida tailandesa.

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Beleza deslumbrante e atemporal: curtindo a gravidez do seu filho, Kim, com Riccelli nos anos 1980 e, hoje, posando na intimidade para as lentes do seu eterno Ri

Beleza deslumbrante e atemporal: curtindo a gravidez do seu filho, Kim, com Riccelli nos anos 1980 e, hoje, posando na intimidade para as lentes do seu eterno Ri

Viagem ou lugar inesquecível.

Com certeza, para o Oriente. Sou toda voltada para esse lado do mundo. Adoro Bali.

Qual obra de arte gostaria de ganhar ou comprar?

Se fosse de um artista brasileiro, seria de Ismael Nery, qualquer obra dele. Se fosse internacional, poderia ser de Klimt ou Matisse.

O que não pode faltar na sua agenda cultural?

Cinema, teatro, galerias de arte, feiras de antiguidades e mercados de pulgas.

Viagem x gastronomia: a atriz revelou que é toda voltada para o Oriente, principalmente Bali (na foto, o templo Pura Ulun Danu), e que ama comida tailandesa

Viagem x gastronomia: a atriz revelou que é toda voltada para o Oriente, principalmente Bali (na foto, o templo Pura Ulun Danu), e que ama comida tailandesa

Uma sugestão de leitura.

Leio muito desde criança. Mas o que vai fazer bem a qualquer pessoa são livros de poesia. Ler uma poesia no momento certo faz muito bem à alma. Gosto de Carlos Drummond de Andrade, Mario Quintana, Vinicius de Moraes, Cecília Meireles, Fernando Pessoa, João Cabral de Melo Neto e Manoel de Barros.

Filmes para assistir inúmeras vezes.

Blade Runner. Já assisti milhões de vezes. Gosto muito de ficção científica. A lista é infinita. Blade Runner tem uma perfeição porque mistura um dos melhores roteiros do planeta, com uma adaptação incrível e um design que revolucionou todas as décadas seguintes. Ele foi transformador.

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Alguns dos seus artistas favoritos: Gustav Klimt (na foto, Retrato de Ria Munk III, 1917-1918), Henri Matisse (Banhistas na Margem de um Rio, 1917) e Ismael Nery (Mulher Sentada com Ramo de Flores, 1927)

Alguns dos seus artistas favoritos: Gustav Klimt (na foto, Retrato de Ria Munk III, 1917-1918), Henri Matisse (Banhistas na Margem de um Rio, 1917) e Ismael Nery (Mulher Sentada com Ramo de Flores, 1927)

Quais músicas não saem da sua playlist?

Gosto de ouvir Bliss e Barcelona. Adoro Caetano, Gil, Bethânia e Djavan.

Um presente do qual vai se lembrar sempre.

Lembro de todos os presentes que ganho. Não pelo valor material, mas porque acho a delicadeza do gesto sempre uma coisa tocante. Cada vez que você olha para aquele presente, você lembra da doçura que foi aquela pessoa ter dado aquilo para você.

Seus ícones cinematográficos: Blade Runner, de Ridley Scott (1982), e Cidade de Deus, de Fernando Meirelles (2002)

Seus ícones cinematográficos: Blade Runner, de Ridley Scott (1982), e Cidade de Deus, de Fernando Meirelles (2002)

Se pudesse voltar à vida como outra pessoa, quem seria?

Tem pessoas que gostaria de conhecer, mas não voltar como elas. Gostaria de voltar de outras maneiras, buscando o novo, o desconhecido.

Um objeto de desejo.

Hoje em dia, meus objetos de desejo não são objetos, são causas. Tenho muita vontade de fazer coisas transformadoras em várias áreas. Na minha página do Facebook [brunalombardioficial], tenho feito um trabalho que anda mexendo muito com a vida das pessoas, deixando elas mais felizes.

No cinema, em breve, vamos lançar um filme que se chama Amor em Sampa. Esse trabalho busca, assim como o último [Onde Está a Felicidade?], a ideia de se repensar a cidade e a nossa atitude nela. Quero mais gentileza, mais amor e mais humor. Esse é o meu objeto de desejo hoje, que não tem preço.

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Duas paixões na vida e no trabalho: o marido, Carlos Alberto Riccelli (Ri), e o filho, Kim Riccelli

Duas paixões na vida e no trabalho: o marido, Carlos Alberto Riccelli (Ri), e o filho, Kim Riccelli

Fontes de inspiração.

A arte e a natureza.

Eterna paixão.

O Ri e o Kim.

O que é luxo nos dias de hoje?

Fazer o que a gente gosta, gostar do que a gente faz e ter tempo.

Uma imagem gravada na memória.

Tenho milhares. Mas acho que a melhor é o instante em que meu filho nasceu.

Segundo Bruna, ela e o Riccelli são fãs de arquitetura. Para a atriz, o arquiteto norte-americano Frank Lloyd Wright é um ícone (na foto, com o projeto Ennis House, em Los Angeles, de 1924). E hoje, um ícone contemporâneo seria a arquiteta iraquiana Zaha Hadid (na foto, com o projeto Serpentine Sackler Gallery, em Londres, de 2013)

Segundo Bruna, ela e o Riccelli são fãs de arquitetura. Para a atriz, o arquiteto norte-americano Frank Lloyd Wright é um ícone (na foto, com o projeto Ennis House, em Los Angeles, de 1924). E hoje, um ícone contemporâneo seria a arquiteta iraquiana Zaha Hadid (na foto, com o projeto Serpentine Sackler Gallery, em Londres, de 2013)

Projeto que revolucionou sua carreira.

Não sei se algum projeto revolucionou minha carreira. Acho que eu mesma acabo revolucionando, porque sou uma pessoa inquieta. Mesmo fazendo personagens marcantes, que eram uma revolução em si, nunca optei pela mesmice.

Sempre escolhi pelo diferente. Revoluciono minha carreira assim. Já fui de televisão e fiz entrevista viajando pelo mundo. Agora, estou fazendo cinema, produções próprias.

Como é sua relação com as redes sociais?

Minha página no Facebook tem um grande envolvimento dos fãs. É maior do que o de Oprah Winfrey e de Lady Gaga, segundo dados da própria rede social. É uma loucura!

O melhor do cinema brasileiro e internacional.

Além do que a gente faz [risos], gosto muito do Cidade de Deus. É um filme que modificou o rumo do cinema brasileiro. Deu uma nova dimensão. E do cinema internacional, Blade Runner.

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Em julho de 1998, Casa Vogue publicou a casa paulistana de Bruna e Riccelli com exclusividade. O ensaio revelou o lifestyle vibrante e eclético da musa

Em julho de 1998, Casa Vogue publicou a casa paulistana de Bruna e Riccelli com exclusividade. O ensaio revelou o lifestyle vibrante e eclético da musa

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Fonte: Casa Vogue.

 

POR AUGUSTO LINS SOARES

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