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Paraplégicos apresentam melhoras ao utilizar o exoesqueleto do Dr. Miguel Nicolelis

By ReiNasc

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Treino com exoesqueleto levou a recuperação parcial de paraplégicos

Pacientes treinaram com interface cérebro-máquina por um ano e os resultado de estudo liderado por Miguel Nicolelis foi publicado nesta quinta

A equipe do cientista brasileiro Miguel Nicolelis se surpreendeu ao observar que voluntários paraplégicos que participavam de treinamentos para o uso de um exoesqueleto controlado pelo cérebro apresentaram sinais de recuperação neurológica parcial: os pacientes tiveram melhora nas sensações de tato e no controle muscular voluntário das pernas.

O achado inesperado foi publicado nesta quinta-feira (11) na revista “Scientific Reports”. O exoesqueleto em desenvolvimento pela equipe de Nicolelis no projeto “Andar de novo” tornou-se conhecido por causa de sua apresentação na cerimônia de abertura da Copa do Mundo de 2014, quando um jovem paraplégico chutou a bola usando o aparato.

O objetivo do exoesqueleto era melhorar a mobilidade de paraplégicos, permitindo que eles controlassem o robô diretamente por atividades cerebrais. Nenhum estudo até o momento, porém, sugeria que o treinamento com a interface cérebro-máquina poderia desencadear uma recuperação neurológica.O estudo descreve o caso de oito pacientes que sofreram lesão na medula espinhal, sete deles diagnosticados com paralisa total abaixo do nível da lesão da medula espinhal. Durante 12 meses, eles passaram por uma rotina que envolvia treinamento com realidade virtual, com robô e com o exoesqueleto controlado por atividade cerebral.

Voluntário faz treinamento para uso de exoesqueleto (Foto: AASDAP/ Lente Viva Filmes)

Voluntário faz treinamento para uso de exoesqueleto (Foto: AASDAP/ Lente Viva Filmes)

“Pensamos que, mesmo que clinicamente todos esses pacientes tenham sido diagnosticados repetitivamente nos últimos 10 anos como completamente paraplégicos e não tendo nenhum movimento e nenhuma sensibilidade, talvez de um ponto de vista anatômico, a lesão não tenha destruído todas as fibras da medula espinhal. Algumas podem ter sobrevivido e ficado silenciosas por muito anos”, diz Nicolelis, que é professor da Universidade Duke, nos Estados Unidos, e do Instituto Internacional de Neurociências de Natal – Edmond e Lily Safra (IINN-ELS).

Devido ao treinamento que criamos envolvendo não apenas o uso de atividades cerebrais para controlar dispositivos, mas também provendo um feedback tátil muito rico e os fazendo andar repetitivamente com o exoesqueleto, podemos ter desencadeado uma reorganização plástica no córtex e, ao reinserir uma representação dos membros inferiores no córtex, podemos conseguir transmitir algumas dessas informações do córtex pela medula espinhal através desses poucos nervos que sobreviveram ao trauma original”, explica o cientista.

Para Nicolelis, os achados sugerem que interfaces cérebro-máquina podem não ser apenas uma tecnologia usada para recuperar a mobilidade, mas que a combinação da interface cérebro-máquina com outras terapias pode levar a novos tratamentos.

Projeto ‘Andar de novo’

O projeto “Andar de novo” reuniu 156 pesquisadores de vários países, que fazem parte de um consórcio internacional. O princípio envolvido no funcionamento do exoesqueleto é a chamada interface cérebro-máquina, que vem sendo explorada por Nicolelis desde 1999. Esse tipo de conexão prevê que a “força do pensamento” seja capaz de controlar de maneira direta um equipamento externo ao corpo humano.

No caso do exoesqueleto do projeto “Andar de novo”, uma touca especial capta as atividades elétricas do cérebro por eletroencefalografia.

Quando o paciente se imagina caminhando por conta própria, os sinais produzidos por seu cérebro são coletados pela touca e enviados a um computador que fica nas costas da veste robótica. O computador decodifica essa mensagem e envia a ordem aos membros artificiais, que passam a executar os movimentos imaginados pelo paciente. Ao mesmo tempo, sensores dispostos nos pés do voluntário vão enviam sinais para a roupa especial. A pessoa, então, deve sentir uma vibração nos braços toda vez que o robô tocar o chão. É como se o tato dos pés fosse transferido para os braços, naquilo que Nicolelis chama de “pele artificial”.

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Fonte: Bem Estar com Mariana Lenharo.

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