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Concertá-lo-ei e haverás de Temer: quem trata com bandido é bandido, lugar de bandido é na cadeia e não em negociatas espúrias

By Raymond

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Com tapa na mesa, Temer diz que sabe governar e já ‘tratou com bandidos’

O presidente interino, Michel Temer, fez nesta terça-feira (24) um discurso exaltado em que afirmou que sabe governar, não é “coitadinho” e já “tratou com bandidos” quando foi secretário de Segurança Pública de São Paulo.

Com tapa na mesa, Temer diz que sabe governar e já ‘tratou com bandidos’ ­  sabe governar, não é “coitadinho” e já “tratou com bandidos” quando foi secretário de Segurança Pública de São Paulo.

“Tenho ouvido: ‘Temer está muito frágil, coitadinho, não sabe governar’. Conversa! Fui secretário de Segurança duas vezes em São Paulo e tratava com bandidos”, afirmou batendo com uma das mãos sobre a mesa. “Então eu sei o que fazer no governo”, completou.

De perfil calmo e bastante discreto, Temer surpreendeu os parlamentares da base aliada que se reuniram com ele no Palácio do Planalto para discutir medidas econômicas e a votação no Congresso da nova meta fiscal.

Para responder as críticas que seu governo tem sofrido da oposição, de que comete erros e recuos constantes, o presidente interino disse que sua equipe não tem que ter compromisso com erros. E explicou: “Quando houver equívoco, tem que rever a posição. Se fizer  (o equívoco), conserta-lo-ei”

Após reunião com Temer, o ministro Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo) foi questionado por jornalistas se Temer se referia à classe política ou aos movimentos sociais quando fez referência aos “bandidos” que tratou em sua gestão como secretário de segurança, na década de 1980 e 1990.
Segundo Geddel, Temer se referia “à pressão que enfrentou no período” e, portanto, “não cabe novas ilações”.

“Ele [Temer] já enfrentou problemas e tem estofo para aguentar qualquer tipo de pressão com diálogo e firmeza, sem violência. Ele está absolutamente preparado para enfrentar as pressões que o cargo impõe”, disse o ministro.

Desde que tomou posse, na sexta-feira (13), Temer tem sofrido críticas por declarações de ministros que precisou rever, como por exemplo a do ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, que propôs uma nova forma de escolha para procurador ­geral da República. Temer desautorizou o aliado.

Além disso, ele foi criticado por ter extinguido e depois recriado o Ministério da Cultura, por não ter nomeado nenhuma mulher para seu ministério, entre outras.

Jucá

Sem mencionar a operação Lava-Jatoda Polícia Federal, o presidente interino afirmou que não vai impedir qualquer apuração, para garantir a moralidade pública. Ele não mencionou a exoneração do ministro do Planejamento, Romero Jucá (PMDB-RR), que deixou o cargo ontem após denúncias de que teria tentado barrar o avanço da investigação.

“Não vamos impedir a apuração com vistas à moralidade pública, vamos sempre incentivar”, disse Temer. Temer ressalvou que não pode invadir a competência de outro poder, no caso o Poder Judiciário. “Não dá pra silenciar, se você silencia, você concorda”, afirmou.

O interino completou que “Deus” o colocou nessa missão para ajudar a tirar o país da crise. Ressalvou que não será em 12 dias ou um mês, que levará tempo, mas que pretende encaminhar o país para uma eleição tranquila em 2018. “Teremos feito o trabalho de forma tranquila”, afirmou.

JOGO DOS SETE RECUOS

Com sete dias úteis de vida, governo interino de Temer acumula tropeços MINISTÉRIO SANFONA A ideia de reduzir o número de pastas tinha sido abandonada para abrigar aliados. Após críticas, Temer optou pelo corte de 32 para 26 ministérios.

MUNDO FEMININO

A polêmica sobre a composição da Esplanada levou o presidente a dizer que mulheres teriam destaque em outros cargos. Ele nomeou duas delas para BNDES e Direitos Humanos

LÍNGUA SOLTA 1

Em entrevista à Folha, o ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP), afirmou ser preciso rever a cobertura do SUS. Depois, voltou atrás.

LÍNGUA SOLTA 2

Também à Folha, o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, afirmou que o método de eleição do procurador ­geral da República poderia ser revisto. No dia seguinte, Temer desmentiu o ministro.

BANDEIRA RETRÔ

Considerada conservadora, marca do governo divulgada usava versão desatualizada da bandeira do Brasil, com 22 estrelas; publicitário declarou que imagem não estava finalizada.

VAZAMENTO

Conversa do ministro do Planejamento Romero Jucá com o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, revelada pela Folha, sugere “pacto” para parar Lava Jato; nomeado há dez dias, o ministro se licenciou.

CULTURA

A decisão de Temer de acabar com o Ministério da Cultura gerou protestos de intelectuais e artistas –vários prédios públicos relacionados à pasta, como a Funarte, foram ocupados por manifestantes contrários à decisão. O peemedebista recuou e trouxe de volta o Minc.

MINISTRADOS “SINISTROS”

Não é necessário nem opinião, tá cheio de bandido lá, triste…

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Fonte: Folha de São Paulo e Valor Economico.

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