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Axl Rose é o novo vocalista dos AC/DC. Os fãs da banda estão furiosos

By Raymond

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A estreia será a 7 de maio, em Lisboa. O cantor vai substituir Brian Johnson, que sofre de problemas auditivos, na digressão

“Que vergonha”, “Que piada”, “Reembolso, por favor”, “Quero o meu dinheiro de volta” , “Por amor de Deus…”, “Obrigada pelos últimos 42 anos AC/DC! 1974-2016 R.I.P.”, “Estão a gozar connosco?? Por favor não façam isto!!”. Houve até quem anunciasse os AC/DC como a nova banda de tributo aos AC/DC. Tudo isto nas páginas de Facebook e de Twitter da banda australiana. Só depois de descer muito na página se encontra um tímido “Fico muito contente por o espetáculo continuar. Este vai ser para recordar. É melhor do que cancelar e reembolsar.”

A fúria dos fãs tem um nome: Axl Rose. O nome do mítico vocalista dos Guns N” Roses foi ontem oficialmente anunciado como o substituto, para os concertos futuros, de Brian Johnson, vocalista dos AC/DC desde 1980. Johnson saiu da banda por conselho médicos, sob risco de ficar surdo caso continuasse a atuar.

Confirmaram-se assim os rumores que há cerca de um mês pairavam no mundo da música, desde que foi anunciada a situação de Johnson, a voz que substituiu a de Bon Scott, o vocalista que terá morrido depois de uma noite com ingestão de álcool em excesso.

A já referida fúria dos fãs arrastou-se para a página de Facebook da Everything Is New, promotora do concerto dos AC/DC em Portugal, agendado para 7 de maio no Passeio Marítimo de Algés. Lisboa torna-se assim, num concerto já esgotado, a cidade de estreia de Axl Rose como vocalista dos AC/DC. A banda adiara a sua digressão pelos EUA em março devido aos problemas de saúde de Johnson. Os concertos ao longo de dez cidades americanas continuam sem datas marcadas, mas a digressãoRock or Bust pela Europa está marcada. Começa na capital portuguesa e, depois de passar por Espanha, França, Reino Unido ou Alemanha, termina a 12 de junho na Dinamarca. À hora de fecho desta edição, a Everything Is New não tinha esclarecido se irá, ou não, devolver o dinheiro dos bilhetes do concerto.

No final da digressão europeia dos AC/DC, Axl Rose “correrá” de volta para o guitarrista Slash – com quem esteve zangado e durante anos trocou “galhardetes”na imprensa – e para o baixista Duff McKagan, agora que os seus Guns N” Roses, 23 anos depois, recomeçaram os seus concertos, no dia 8 de abril, na digressãoNot in this Lifetime. A fotografia em que se vê Axl sentado num trono mostra mais do que um adereço. O músico de 54 anos partiu o pé no início da digressão e atua agora sentado no mesmo trono em que Dave Grohl, vocalista dos Foo Fighters, atuou quando partiu a perna.

Axl “ofereceu-se”

No comunicado em que os AC/DC anunciaram ontem a novidade, os membros da banda “agradecem a Brian Johnson pelas suas contribuições e dedicação à banda ao longo dos anos”. Destacando o apoio à “decisão do Brian de salvar a sua audição”, Angus Young – que no sábado se juntou aos Guns N” Roses no palco do Coachella -, Cliff Williams, Chris Slade e Stevie Young afirmam ter “sorte por Axl Rose ter gentilmente oferecido o seu apoio para nos ajudar a cumprir” o “compromisso” com os fãs que a digressão Rock or Bust representa. Mas o vocalista dos Guns N” Roses, banda que já vendeu mais de cem milhões de discos em todo o mundo, não foi o único a “oferecer-se” para ocupar o cargo. O primeiro vocalista da história dos AC/DC, Dave Evans, que apenas gravou um single antes de ser dispensado, fez o mesmo. Sem qualquer efeito, contudo.

Para António Manuel Ribeiro, dos UHF, os AC/DC “têm uma marca muito forte”: a voz. “Isto é como os Queen, tudo o que acontecer com bandas com esta impressão na memória coletiva dos fãs é extremamente difícil: ou vai ser muito bem feito ou vai ser um desastre.” Tudo depende “se o Axl Rose [que esteve em Portugal pela última vez em 2010, no Pavilhão Atlântico] se vai sentir dentro de um grupo. Uma vedeta dentro de um grupo com a força que os AC/DC têm é complicado…”

Os difíceis tempos dos AC/DC

Os últimos anos não têm sido uma época fácil para a banda que, em mais de 40 anos de carreira, vendeu mais de 200 milhões de discos. No ano passado, o baterista Phil Rudd deixou a banda depois de ser acusado de posse de droga e ameaças de morte, acabando condenado a prisão domiciliária. Antes disso, foi um dos fundadores da banda, e irmão de Angus, Malcolm Young, a quem em setembro de 2014 foi diagnosticada demência, que deixou a banda.

Agora, a saída de Johnson lembrou o momento negro que resultou na sua entrada: a morte de Bon Scott durante o sucesso que seguiu o mítico álbum Highway to Hell (1979). Mas Johnson tornar-se-ia na voz de Back in Black (1980), que se tornaria o segundo álbum mais vendido de sempre, depois de Thriller, de Michael Jackson. O que fará Axl Rose? E por quanto tempo? Uma digressão e nada mais?

Fonte: DN Artes

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